01/02/2025

ENTENDE MUITO - Ministra diz que deficit de quase 81 bilhões das estatais brasileiras não é rombo ENTENDE MUITO - Ministra diz que deficit de quase 81 bilhões das estatais brasileiras não é rombo




A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, declarou nesta 6ª feira (31) que o déficit de R$ 8,07 bilhões das empresas estatais, o maior da história, não deve ser classificado como “rombo”. Segundo Dweck, o resultado negativo é só uma demonstração contábil e não deve ser classificado como prejuízo, porque a maioria das empresas seria lucrativa.

“Não chamem de rombo, a gente já explicou isso, é bom lembrar. Hoje, o que foi divulgado pelo Banco Central é o resultado fiscal das empresas, que pensa só as receitas do ano e as despesas do ano. Como eu já expliquei várias vezes, muitas despesas que são feitas pelas estatais são com dinheiro que estava em caixa e, portanto, ele acaba gerando resultado deficitário ainda que as empresas tenham lucro”, disse a ministra a jornalistas depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os Correios.

As estatais fecharam 2.024 com o maior deficit da série histórica, iniciada em 2.002. O Banco Central divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” nesta 6ª feira (31). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 274 kB).

Em 2.023, as estatais registraram deficit de R$ 2,27 bilhões. O saldo negativo subiu 255,8% no ano passado. Segundo dados do BC, o deficit acumulado das estatais no governo Lula foi de R$ 10,3 bilhões.

CORREIOS PUXAM DEFICIT

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Gestão e Inovação na 5ª feira (30), os Correios puxam a fila do deficit primário das estatais federais, com saldo negativo de R$ 3,2 bilhões. A estatal é presidida por Fabiano Silva dos Santos, advogado indicado ao cargo pelo Grupo Prerrogativas, órgão de operadores do direito simpáticos ao presidente Lula. O coletivo atuou e segue atuando fortemente contra as acusações de processos da Lava Jato.

O resultado de R$ 4,04 bilhões diz respeito às companhias que entram na meta fiscal e não incluem empresas do grupo Petrobras e bancos estatais, que estão fora da meta

Dweck declarou que 9 das 11 empresas estatais são lucrativas, apesar de também aparecerem como deficitárias. Isso aconteceria porque as instituições voltaram a fazer investimentos com os recursos em caixa. Não é o caso dos Correios, que ainda precisa se tornar lucrativa.

Correios minimizam déficit

O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, minimizou o déficit da empresa de R$ 3,2 bilhões em 2.024. Ele também diferenciou o valor do rombo com o do balanço, que ainda será divulgado em março, onde será anunciado se a empresa teve lucro ou prejuízo no ano. Perguntado, entretanto, não citou se há expectativa de lucro para a divulgação marcada para daqui a pouco mais de 1 mês.

Redação com metrópoles com imagem da Agência Brasil