01/04/2025![]() O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano(foto), informou nesta segunda-feira (31) que foi aberta uma investigação para apurar uma suposta ação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra o governo do Paraguai. Mas o governo paraguaio afirmou que não tem nenhuma evidência de que o Brasil atacou seus sistemas para obter informações. Ramírez Lezcano pontuou ainda que conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que teria negado a espionagem. "Nós temos tranquilidade de que a informação que administramos em nossas negociações internacionais estão resguardadas", manifestou o chanceler do Paraguai. De acordo com reportagem publicada pelo portal UOL, o governo brasileiro realizou uma ação hacker contra autoridades do Paraguai no âmbito das negociações pela tarifa da Usina de Itaipu, que tem os dois países como sócios. A operação teria iniciado ainda pela gestão de Jair Bolsonaro (PL), e teria continuado após o início do atual governo e com a autorização do presidente da Abin, Luiz Fernando Corrêa. O ministro das Relações Exteriores do Paraguai apontou que atualmente não há negociações tarifárias entre os dois país, já que os custos foram estabelecidos entre ambas as partes até 2.027. “Estamos trabalhando de forma ordenada e com todas as ferramentas necessárias para salvaguardar as informações do nosso país”, acrescentou Rubén Ramírez Lezcano. Governo Lula nega Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil indicou que ação cibernética citada foi realizada pela Abin no governo anterior e suspensa pela atual gestão. “A citada operação foi autorizada pelo governo anterior, em junho de 2022, e tornada sem efeito pelo diretor interino da ABIN em 27 de março de 2023, tão logo a atual gestão tomou conhecimento do fato”, diz nota divulgada pelo Itamaraty. “O atual diretor-geral da ABIN encontrava-se, naquele momento, em processo de aprovação de seu nome no Senado Federal, e somente assumiu o cargo em 29 de maio de 2023”, afirmou ainda o Itamaraty. A operação entrou na mira da Polícia Federal, que apura se foram cometidas ilegalidades no planejamento e na execução do processo. Redação com o tempo / Imagem: Reprodução governo paraguaio |